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(17/11/2016) Prefeitura de Curitiba apresenta novo modelo para o sistema de lixo

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                  fonte:G1 Paraná

A solução para o sistema de lixo de Curitiba se arrasta há nove anos, quando uma licitação que implantaria um sistema definitivo, chamado Sistema Integrado de Aproveitamento de Resíduos Sólidos (Sipar), foi lançada. Alvo de questionamentos judiciais, porém, o processo se arrastou até 2014, quando a licitação foi revogada.

A partir da revogação, a prefeitura assinou contrato com o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, para decidir sobre qual seria o melhor modelo de destinação para os resíduos sólidos urbanos. Com o resultado em mãos, o projeto foi apresentado nesta quinta e envolve parcerias público-privadas.

Primeira parte
A licitação da primeira parte do projeto, prevista para o segundo semestre, prevê contrato de 15 anos para a empresa vencedora realizar o serviço de coleta, transporte e limpeza pública. Segundo a prefeitura, uma das mudanças em relação ao atual modelo será um mecanismo de pagamento à empresa baseado no desempenho, com objetivo de aumentar a eficácia do serviço.

 Neste modelo, as empresas poderão ter descontos caso tenham falhas de performance, e bonificadas se alcançarem maiores taxas de reciclagem. Além disso, a licitação prevê mudanças como o uso de sacos plásticos de cores diferentes para cada tipo de lixo e a construção de estações de transferência que reduzam o tráfego de veículos pela cidade.

Assim, a prefeitura espera que sejam reduzidos os custos com combustíveis e a emissão de poluição e que aumente o percentual de reciclagem. Atualmente, os caminhões que recolhem recicláveis coletam 7% do total do lixo, e a expectativa é aumentar esse número para pelo menos 30% até 2030.

Segunda etapa
A licitação para o tratamento do lixo está prevista para 2017. Uma das alternativas apresentadas no projeto é a tecnologia de biosecagem, que libera água, separa os recicláveis e gera combustível derivado de resíduos (CDR). Esse combustível pode ser aproveitado, por exemplo, em empresas de cimento.

Curitiba envia para aterros em Fazenda Rio Grande e na Cidade Industrial de Curitiba 568 mil toneladas de lixo por ano. Os aterros foram contratados temporariamente desde que o Aterro da Caximba foi desativado.



Fonte: G1 Paraná