Resíduos Sólidos: Confira suas Características e Classificações

Resíduos Sólidos: Confira suas Características e Classificações

Natureza física, composição química, potencial risco ao meio ambiente, origem… todos os resíduos podem ser classificados de acordo com esses aspectos. Saiba mais a seguir!

Ao contrário do que muitos pensam, é importante deixar claro que existe uma diferença entre resíduos sólidos e lixo. Enquanto o primeiro está diretamente relacionado às atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, entre outras; o segundo trata-se de algo que, em uma definição geral, não pode ser reaproveitado.

Sendo assim, neste artigo iremos abordar algumas questões referentes aos resíduos sólidos, a fim de entender suas características e classificações. Mas, antes de entrarmos a fundo nesses aspectos, vale uma breve explicação histórica sobre o assunto:

Resíduos Sólidos no Brasil

Os resíduos sempre fizeram parte da vida dos seres humanos. Quando algumas comunidades passaram a viver juntas, sua produção teve um aumento significativo, realidade que se intensificou com o desenvolvimento das cidades, caracterizando-os como um grave problema sanitário (na época, eram poucas as regiões que haviam criado suas políticas sanitárias). Consequentemente, junto a esse acelerado processo de transformação, os resíduos começaram a apresentar riscos à sociedade.

Com a chegada da Revolução Industrial e ampliação das demandas, a situação se agravou ainda mais e foi justamente a partir desse ponto que o assunto ganhou relevância para a saúde pública, sendo debatido em grandes encontros mundiais. Como resultado, houve a necessidade de gerenciamento de toda a cadeia dos resíduos sólidos, compreendendo suas características e estabelecendo determinadas classificações.

Sendo assim, além de seus aspectos físicos, que permite classificá-los como resíduos secos (papel, plástico, borracha, metais, couro, arame, vidro, etc) ou resíduos molhados (restos de alimentos, frutas e flores) ou ainda de sua composição química, também dispostas em duas categorias: orgânicos e inorgânicos, também é possível classificá-los de acordo com a sua origem.

Como os Resíduos Sólidos são Classificados de Acordo com a Sua Origem?

Residencial ou Domiciliar

Também conhecido como “lixo doméstico”, é bem provável que esse seja o tipo mais comum, compreendendo restos de alimentos, papéis, vidros, plásticos, papelão, etc. Ou seja, objetos que você já tem o costume de reunir em casa e descartar.

Comercial

Diz respeito àqueles provenientes de estabelecimentos comerciais (lojas, bancos, hotéis, lanchonetes, restaurantes, escritórios e demais tipos de empresas). Na maioria das vezes, também é constituído por papéis, papelão, plásticos, embalagens, sabões, papéis toalha, papel higiênico e restos de alimentos.

Industrial

Ao contrário dos anteriores, esse é resultante de atividades industriais e, por esse motivo, podem ser mais diversificados e considerados tóxicos, em sua grande maioria. Óleos, metal, borracha, fibras, cerâmicas, madeira, plásticos, lodos, resíduos alcalinos ou ácidos e papéis são alguns exemplos.

Resíduos de Serviço da Saúde (RSS)

Trata-se de resíduos produzidos nas mais diversas áreas da saúde, como é o caso de agulhas, seringas, algodões, luvas descartáveis, gazes, filmes radiológicos, entre outros. Por apresentarem componentes químicos, biológicos e radioativos, todas as suas fases de manejo merecem atenção especial.

Radioativo

Como o próprio nome diz, engloba todo e qualquer material proveniente de fontes radioativas, como urânio e o césio, por exemplo. Importante destacar que, no nosso país, o manuseio desses resíduos é normatizado pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear.

Público

Contempla os resíduos gerados a partir dos serviços de limpeza urbana: logradouros, praias, galerias, feiras, terrenos baldios, varrição de vias públicas e podas de árvores.

Agrícola

Embalagens de adubo, ração, defensivos agrícolas, restos de colheita e tudo aquilo que, basicamente, for originado das atividades agrícolas ou da pecuária.

Entulho

Gerados nas obras de construção civil, reformas, escavação de terrenos e demolição.

Portos, Aeroportos, Terminais Rodoviários e Ferroviários

Nesses espaços mencionados, é comum o trânsito frequente de pessoas de diversas cidades. Pessoas estas que acabam deixando restos de alimentos e gerando ainda material de higiene pessoal. Sendo assim, esse tipo de resíduo contempla tudo aquilo que pode conter microrganismos patogênicos.

E Quanto a Periculosidade, Como é Feita a Classificação?

De acordo com a norma NBR 10.004/2004, os resíduos sólidos são classificados da seguinte maneira:

Perigosos – Resíduos Classe I

“Aqueles que apresentam periculosidade ou características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade”

Aqui, entende-se qualquer tipo de resíduo que pode vir a apresentar riscos à saúde pública, bem como contribuir para o aumento de doenças e mortalidade. Sendo assim, devem ser manuseados e destinados de forma cuidadosa e correta.

Pilhas, tintas, lâmpadas fluorescentes, solventes e baterias são exemplos que se enquadram nessa classificação.

Não Perigosos – Resíduos Classe II

Nesse caso, os resíduos podem ser divididos em duas classes:

Resíduos Classe II A – Não Inertes:

“São aqueles resíduos que não são enquadrados nem como resíduos perigosos (Classe I) e nem como resíduos inertes (Classe II B), podendo apresentar propriedades como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água”

Exemplos: matérias orgânicas, lodos, papéis e até mesmo resíduos gerados em alguma unidade industrial, como restaurantes, banheiros e escritórios.

Resíduos Classe II B – Inertes:

“São resíduos que se amostrados de forma representativa através da NBR 10.007 (Estabelece o procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos) e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, de acordo com a NBR 10.006 (Estabelece o procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos), não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se o aspecto cor, turbidez, dureza e sabor”

Aqui, podemos destacar as rochas, tijolos, vidros, entulhos, materiais de construção e determinados plásticos e borrachas que não se decompõem prontamente.

O certo é que para cada um desses tipos de resíduos é possível se pensar em práticas para a diminuição dos impactos causados por eles, como é o caso da reciclagem (onde se aproveita a matéria-prima de bens e materiais descartados, com o intuito de produzir novos objetos) e da compostagem (processo em que os resíduos orgânicos são transformados em adubo humificado).

Contudo, também existem outras técnicas, como é o caso da coleta seletiva, aterro controlado, incineração e coprocessamento. Mas, antes de decidir quais dessas medidas adotar é extremamente importante fazer uma análise detalhada sobre o segmento do seu negócio e contar com profissionais especializados para traçar um plano de gerenciamento de resíduos eficiente.

Precisa de ajuda para colocar em prática um consumo mais consciente e responsável dentro do seu ambiente de trabalho e reduzir os impactos negativos ao meio ambiente? Entre em contato conosco e confira o que podemos fazer por você!

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